Com 1,6 mil casos, Amazonas reconhece surto de Febre do Oropouche

Após 1.674 casos da Febre do Oropouche no Amazonas em 2024, o governo do Estado reconheceu o surto da doença. A arbovirose tem sintomas semelhantes aos da dengue.A Febre do Oropouche é transmitida principalmente por um mosquito conhecido popularmente como maruim ou meruim. O mosquito é 20 vezes menor que o Aedes aegypti. A arbovirose apresenta sintomas como dor de cabeça, muscular, nas articulações, entre outros. (Leia mais abaixo)
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas afirmou ao g1 que o surto foi reconhecido, na sexta-feira (1º), com base nas orientações fornecidas pelo “Guia para Investigações de Surtos ou Epidemias”, do Ministério da Saúde.
A Fundação disse, ainda, que um surto de uma doença ou um evento incomum em saúde pública é caracterizado pelo aumento no número de casos além do esperado, como tem acontecido com a Febre do Oropouche no Amazonas.
Em situação de surto, o aumento repentino de casos leva em conta a ocorrência da doença em uma área específica durante um determinado período de tempo.
Entenda o que é Febre do Oropouche
A Febre do Oropouche é transmitida principalmente por mosquitos. Depois de picarem uma pessoa ou animal infectado, os mosquitos mantêm o vírus em seu sangue por alguns dias. Quando esses mosquitos picam outra pessoa saudável, podem passar o vírus para ela.
Segundo o Ministério da Saúde, os sintomas da doença são parecidos com os da dengue e da chikungunya:
- dor de cabeça,
- dor muscular,
- dor nas articulações,
- náusea
- e diarreia.
Embora a Febre do Oropouche possa causar complicações sérias, como meningite ou encefalite, que afetam o sistema nervoso central, esses casos são raros. A doença não possui tratamento específico.
A identificação dos casos confirmados da arbovirose é feita a partir de investigação dos descartados de dengue. A confirmação ocorre por critério laboratorial ou clínico-epidemiológicos.
Casos de Febre do Oropouche no Amazonas
Até o momento, o Amazonas conta com 1.674 casos confirmados para Febre do Oropouche. Os dados constam no Informe Epidemiológico das Arboviroses, que se refere ao período de 1° de janeiro a 29 de fevereiro de 2024.
O último informe com a atualização no número de casos da arbovirose foi divulgado, na quinta-feira (29), pela Fundação. Os informes são divulgados, semanalmente, às quintas-feiras.
A identificação de Febre do Oropouche ocorre a partir de investigação dos descartados de dengue, segundo o órgão. A confirmação é feita por critério laboratorial.
Enfretamento à Oropouche
A Fundação de Vigilância em Saúde ressalta que, para o enfrentamento da doença, tem desenvolvido ações de mobilização social. Entre as ações, tem feito distribuição de materiais educativos, promoção e apoio em eventos alusivos ao combate às arboviroses.
Também tem feito veiculação em mídia de informativos para eliminação de criadouros. Segundo a fundação, esta é uma das estratégias para evitar criadouros do mosquito Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou meruim.
Prevenção
As medidas de prevenção contra a Febre do Oropouche envolvem evitar a picada do mosquito infectado.
O órgão recomenda que ao adentrar em locais de mata e beira de rios, a população deve fazer uso de repelentes e roupas compridas, além de usar cortina e mosquiteiros em áreas rural e silvestre.